Instituto Vida informa sobre a real função do Pronto Socorro

01/08/2014 17h39

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O Instituto Vida de Assistência à Saúde, atual administrador do Hospital e Maternidade Oase e do Pronto Socorro, através do seu diretor, Richard Choseki e do diretor Técnico do Hospital, doutor Paolo Piermarini, informa que para minimizar a demora nas filas de emergência e diminuir o número de reclamações de demora no atendimento, é importante compreender quais os casos em que se deve procurar o Pronto Socorro do Hospital ou quando o paciente pode receber atendimento na Unidade de Saúde mais próxima de sua casa.

Segundo o diretor Técnico, doutor Paolo Piermarini, primeiro é preciso definir a real função do Pronto Socorro de um hospital. “Como o próprio nome diz, é atender pacientes que estejam em estado de Urgência ou Emergência. São pessoas que correm risco eminente de vida, como acidentados, suspeita de infartos, derrames, apendicite, pneumonia, fraturas, entre outras complicações”, observa ele.

Ou, seja, acidentes de trânsito, contusões, picadas de animais peçonhentos, por exemplo, receberão atendimento especial no Pronto Socorro. Febre, diarréia, dor de cabeça, DST e unha encravada são casos que podem ser atendidos na Unidade de Saúde. Esses casos que não são de urgência, são responsáveis pelo aumento do tempo de espera aos que necessitam ser atendidos, uma vez que casos mais graves demandam mais tempo da equipe de atendimento.

Outro item, de acordo com o diretor Técnico, que dificulta o trabalho da equipe no Pronto Socorro é o número exagerado de acompanhantes, o que causa a sensação de superlotação e aumenta o risco de contaminação. O Pronto Socorro também não é o lugar certo para solicitação de exames, trocas de receitas, atestados de saúde e outros procedimentos que não sejam de urgência.

O diretor do Instituto Vida, Richard Choseki afirma que o uso consciente por parte dos usuários colabora para o melhor funcionamento do Pronto Socorro, diminuindo o tempo de espera e melhorando o fluxo do atendimento médico-hospitalar. “Faça sua parte: use corretamente o Pronto Socorro. Com isso você ajuda também a melhorar os serviços prestados pelo Hospital Oase!”.

SAIBA MAIS:

 

1. Quando o caso é clínico – tenho uma doença já diagnosticada – onde devo procurar ajuda?

Diretor Técnico – O primeiro atendimento e acompanhamento deve ser realizado na Unidade Básica de Saúde, se for necessário o atendimento de maior complexidade a Unidade Básica fará a referência ao Pronto Socorro ou ao especialista.

 

2. Quando devo procurar o pronto socorro?

Diretor Técnico – Em casos de Urgência e Emergência, ou seja, cortes, contusões, dor torácica, hipertensão e diabetes descompensada, acidentes de trânsito, acidentes de trabalho, picada de animais peçonhentos (cobra, aranha, taturana, escorpião), dificuldade respiratória grave, casos que corram risco de morte.

 

3. A minha primeira consulta deve ser feita onde?

Diretor Técnico – Sempre a primeira consulta deve ser realizada na Unidade Básica de Saúde, se casos clínicos, ou em consultórios médicos, pois nesse local tem a disponibilidade de realizar o quadro investigativo da possível doença, bem como, se necessário solicitar consulta com especialista (cardiologista, traumatologista, pneumologista, etc.)

 

4. Em que casos o ideal é procurar a Unidade de Saúde mais próxima de minha casa?

Diretor Técnico – Sempre em casos clínicos, que não é urgência e emergência, e que não corram risco de morte, como resfriados, cefaléia, vômito, diarréia, dor de estômago, febre, dor de garganta, doenças crônicas em que os sintomas já se estendem a mais dias, dor lombar, contusões, pacientes que necessitam de atestado médico, DST, unha encravada, colocação e troca de sondas nasogástrica e vesical.

 

5. Quais as unidades de saúde disponíveis em Timbó? Em quais horários posso procurá-los?

Diretor Técnico – Praticamente em cada bairro da cidade tem uma Unidade Básica de Saúde, e os que não possuem tem uma Unidade de referência próxima. Os horários são de segunda a sexta – feira, sendo que quase todas atendem das 8h às 12h e das 13h às 17h.

 

6. Consultas com médicos especialistas podem ser realizadas onde?

Diretor Técnico – As consultas com médicos especialistas devem sempre ser solicitadas pelo médico da Unidade Básica de Saúde, ou pelo médico assistente, e autorizadas pela Secretaria Municipal de Saúde de Timbó – na Policlínica - que vai realizar o agendamento da consulta, fornecendo a data disponível para a mesma.

 

7. Qual é o critério de atendimento no Pronto Socorro do Oase?

Diretor Técnico – Em relação ao atendimento no Pronto Socorro ele está destinado a atender urgências e emergências, situações que corram risco de morte, que atende a toda população de Timbó, e também é referência para os municípios de Benedito Novo, Doutor Pedrinho, Rio dos Cedros e Rodeio. O atendimento de casos de emergência é realizado de imediato.

Nos casos clínicos é feito primeiramente o Acolhimento por Classificação de risco, em que é realizado a consulta de enfermagem por um enfermeiro qualificado, que vai ver os sinais vitais, a queixa principal, o histórico do paciente, quais as medicações que faz uso, se é alérgico a algum tipo de medicação, e com essa avaliação é realizado a classificação de risco de acordo com o Protocolo do Ministério da Saúde.

 

8. Por que o Pronto Socorro sofre com a superlotação? Como evitar que isso aconteça?

Diretor Técnico – O Pronto Socorro sofre com a superlotação pois a população tem a ideia de que o primeiro atendimento deve ser feito no mesmo, pois é mais prático e rápido, devido a não precisar tirar ficha, e também não ter um número limitado de atendimento, como é feito nas Unidades Básicas de Saúde.

O que a população precisa saber é que o Pronto Socorro (PS) atende a casos agudos de dor recente (que pode ser apendicite por exemplo). Em caso de dor crônica – aquela que um paciente está com dor há vários dias – se ele procurar atendimento no PS vai ser medicado e após será encaminhado à Unidade Básica de Saúde, para que seja realizada a investigação clínica.

 

O Pronto Socorro tem em média 150 atendimentos por dia, sendo que no PS cerca de 80% dos atendimentos são casos clínicos que poderiam ter sido atendidos nas Unidades Básicas de Saúde.

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